quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Mas é amor


A cigana falou que é amor. O médico disse que é amor. A psicóloga falou que é amor. Até a minha tia-avó que nem lembra mais meu nome falou que é amor. Antes fosse tosse, catapora, caxumba ou qualquer coisa que valha. Mas é amor. Quando ela chega perto de mim, eu sinto tremer até o meu pâncreas. Todos os meus duzentos e seis ossos se balançam mais do que aquelas loiras bonitas que dançam por aí. Ela chega mansinha, me diz um oi-qualquer-coisa com os olhos e tudo que existe naquela pequena me aparece como um zoom: a rachadura do seu lábio sem batom, seus brincos de pedrinhas brilhantes, seu piercing na narina esquerda e seus olhos cor-de-mel.
Quando ela se aproxima, eu penso em mudar de planeta, em salvar um gato de um incêndio bem na frente dela ou de ser agarrado por algumas loucas fanáticas que me confundiram com algum famoso. Queria que minha boca falasse – em qualquer tom – a gritaria que meu coração se oferece toda vez que aquela pequena se coloca a uns palmos de mim. Eu penso caralho-filho-da-puta-fala-alguma-coisa-romântica, mas só digo meia dúzia de clichês. Eu sou um babaca perto dela. Longe, também.
Aí, eu digo:
- Me conte do teu dia. Fala dos teus planos. Deixa que eu faço o jantar e lavo a louça. Me conte tuas falhas que eu te apresento os meus remendos. Me conte teus segredos que eu te mostro meus ouvidos-baús considerados os mais seguros do mundos. Traga tuas aflições para meu colo repousante. E prepare-se para viver apertada em mim. Porque abraços são beijos dos braços.
Ela me ri sem força, leve como uma bexiga de ar solta por aí. Passeia sua mão na minha e faz carinho em meu dedão como quem agradece eternamente e diz que vai ficar tudo bem. Queria levá-la ao médico para saber se ela sofre de amores por mim, também.

domingo, 11 de novembro de 2012

Falar de um ídolo, é sempre um prazer.



Como eu poderia fazer um blog e nao falar sobre esse “cara” ae.
Esse é simplesmente meu escritor favorito, o “cara” ae é um genio na arte de escrever Henry Charles Bukowski Jr esse é o nome do mestre.
Charles Bukowski como é mais conhecido é um escritor único. Escatológico, melodramático, cínico, marginal (izado), antiacadêmico, anti-grupos literários, lírico, alcoólatra, machista, politicamente incorreto, anarquista e um grande escritor.
Charles Bukowski é um dos escritores contemporâneos mais conhecidos dos EUA, e alguns diriam que é o poeta mais influente e o mais imitado. Nasceu no dia 16 de agosto de 1920 em Andernach, na Alemanha, filho de um soldado americano e uma mãe alemã e mudou-se para os EUA com três anos de idade. Cresceu em Los Angeles e lá viveu durante 50 anos. Publicou seu primeiro conto em 1944, com 24 anos de idade, e começou a escrever poemas com 35. Morreu em San Pedro, Califórnia no dia 9 de março de 1994 com 73 anos, pouco depois de ter terminado seu último romance: Pulp (1994).
“Cartas na rua”, “Mulheres”, “Misto Quente”, “Hollywood”: são apenas alguns dos romances de Charles Bukowski, que além de poeta  trabalhou em diversos empregos durante a vida inteira até ser consagrado como escritor e ter seu espaço na literatura americana contemporânea.
Alguns críticos teimam em colocá-lo lado a lado com a turma dos beatniks, mas Bukowski nada tem a ver com Kerouac e Ginsberg. Os beats são filhos do surrealismo francês, gostavam de jazz e eram liberais sexualmente. Estavam à margem do sistema, talvez apenas aí haja uma comparação entre eles. O velho Buk, “the old dirty man”, (além de adorar Mozart e Schoppenhauer) era um escritor solitário, era uma gangue sozinho, era um beberrão sensível.
Enfim, nós, os leitores de Charles, somos como mulher de malandro. Somos agredidos, apanhamos das palavras ácidas
dele, mas queremos mais. Não há como se sentir maltratado e intrigado ao ler nos romances de Buk diálogos como esse:
“- Eu odeio pessoas, você não?
- Não. Só quando elas estão perto de mim”
Charles Bukowski não teve muitos herdeiros. Sua escrita era (é) única e especial.  Mas ele não estava muito preocupado com isso. E não se importaria por um garoto de classe média brasileiro que está escrevendo sobre ele. E é por isso que escrevo sobre ele.
Para finalizar: “Me sinto bem em não participar de nada. Me alegra não estar apaixonado e não estar de bem com o mundo. Gosto de me sentir estranho a tudo” Bukowski.

domingo, 28 de outubro de 2012

A Revolução dos Bichos


     Acabo de fazer uma leitura interessantíssima, e não poderia deixar passar em branco minha opinião sobre essa obra de George Orwell, espero que gostem.

SINOPSE: O sonho de um velho porco de criar uma granja governada por animais, sem a exploração dos homens, concretiza-se com uma revolução. Como acontecem com as revoluções, a dos bichos também está fadada à tirania, com a ascensão de uma nova casta ao poder. Nesta fábula feita sob medida para a Revolução Russa, “todos os animais são iguais, mas uns são mais iguais do que os outros”.

     A estória passa numa granja, onde os animais, oprimidos e maltratados por seu dono, passam a promover ideias de revolução, liderados por porcos. É passada uma visão clara a respeito de como se inicia uma revolução
     A Revolução dos Bichos nos faz entender o funcionamento das sociedades comandadas por diferentes tipos de governo, além de mostrar de forma genial a ambição do ser humano – o sonho pelo poder.
     Quando o senhor Jones era o dono da granja explorava o trabalho animal em benefício próprio – acumular mais capital. Em troca de serviços prestados ele pagava com alimentação que nem sempre era boa e suficiente. Temos aí o retrato de uma sociedade CAPITALISTA: quem mais trabalha é quem menos ganha.
     A Revolução, que se deu por ideia do Major, tinha por princípio básico a igualdade, sendo assim o Animalismo corresponderia ao SOCIALISMO: regime que não existe propriedade privada - em que todos são iguais e trabalham para o bem comum. No princípio até houve um socialismo democrático, juntos participavam de assembleias, contribuíam com idéias e sugestões, todos liderados por Bola-de-Neve, que foi bem aceito pelos animais em geral. “(…) uma sociedade de animais livres da fome e do chicote, todos iguais, cada qual trabalhando de acordo com a sua capacidade, os mais fortes protegendo os mais fracos.”
     Os animais, com pretensão de expandir suas ideias sobre o Animalismo, elaboraram sete mandamentos explicitando os direitos e deveres de cada bicho, que de comum acordo deveriam ser seguido à risca em suas vidas, igualmente para todos. Porém, o Estado democrático não passou de um sonho, com o decorrer do tempo, de acordo com as atitudes e intenções dos animais que lideravam a fazenda e que se consideravam superiores aos outros, foram modificando totalmente as regras. Os porcos que chegaram ao poder iniciaram um governo incoerente, jogando o ideal de igualdade na lama, uma vez que jamais trabalharam após a Revolução, somente davam ordens aos outros animais.
     Napoleão representa o desejo da onipotência, do poder absoluto e para conseguir seus objetivos tudo passa a ser válido: mentiras, traições, mudanças de regras. Tempos depois se instaurava na Granja uma verdadeira DITADURA: os poderes se concentravam apenas nas mãos dele, não havendo liberdade de expressão nem direito de opiniõe dos outros animais.
     Os donos do poder subvertem os mandamentos iniciais em seu próprio benefício, alteram hinos de louvor patriótico em louvor próprio, passam a negociar com humanos e a trazê-los para dentro da fazenda. E a maioria dos animais nem se lembra mais o que pregava a revolução original, pois a história é recontada sempre de acordo com os interesses do Porco do Poder, até que a situação torna-se pior do que era antes e o lema passa a ser: “TODOS IGUAIS, MAS UNS MAIS QUE OUTROS”. Essa expressão define toda a obra, porque nunca existiu e nunca vai existir igualdade entre os homens e nem entre os animais.

     CONSIDERAÇÕES FINAIS: 

     Lido por um leitor desavisado, a história pode não passar de uma bobagem; olhado com um olhar mais profundo, percebemos as semelhanças com a Revolução Russa e percebemos facilmente que Napoleão corresponde à figura de Stalin e Bola-de-neve, à figura de Trotski, o qual propunha a ideia de uma revolução permanente e de um socialismo levado ao mundo, ideia da qual Stalin discordou, destituindo Trotski de suas funções, expulsando-o do partido e deportando-o da União Soviética. O tom de crítica é muito intenso, inclusive pela analogia que é feita, por exemplo, com os líderes que são representados por porcos, o que é claramente lido pelos russos como ofensa.

     Podemos traçar paralelos entre nossa realidade politica e A Revolução dos Bichos?

     Certamente. E não seria difícil identificar cada um dos personagens. Mas o verdadeiro desafio é procurar o Napoleão em nós mesmo. Quando conseguimos enxergar os déspotas que muitas vezes nós mesmos nos tornamos em nossa relação de poder, é que a obra de George Orwell atingirá seu pleno significado. Mudanças bruscas de fora para dentro nunca foram duradouras, é o que mostra a História. Se o homem não mudar sua tendência natural de subjugar seu semelhante em proveito próprio, mais cedo ou mais tarde ele será corrompido, e não há ideologia que o pare. Este é, enfim, o verdadeiro desafio e por isso, A Revolução dos Bichos seguirá sempre atual, denunciando a realidade, pois os humanos serão sempre os mesmos – às vezes homens, às vezes porcos.


quinta-feira, 9 de agosto de 2012

No final é só você contra você mesmo.


Na luta você só vai fazer o que você está preparando todo dia, você ganha à luta um pouquinho por vez, você não ganha à luta lá no dia. Você tem que estar preparado para aquele momento, na hora que ligar a maquina a maquina tem que estar pronta.
                As vezes, na sua cabeça, você cria um monstro, e você não consegue matar esse monstro, mas se você interpreta que é um cara do teu tamanho do teu peso que quer alguma coisa que você quer  também, ou é teu ou é dele, vocês vão brigar pra ver quem vai ganhar, mas muitas vezes a gente tem uma visão muito pequena ao nosso respeito. A gente pode muito mais, mas você acha que você não pode.
                É você que determina aonde você quer chegar, você não pode dizer sim pra tudo se quiser ser campeão, você não pode querer tudo, não pode querer festa, mulher, bebida, noitada e ainda querer ser campeão. Não, algumas coisas você tem que dizer não, nós temos que ser espertos, o mais fácil nem sempre é o melhor.

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Que categoria heim!





"Há pouco, no supermercado. Um senhorzinho abanca na máquina de consultar preços. Concentrado, ele começa cantarolar com voz de Nelson Gonçalves “Como É Grande O Meu Amor Por você”, com afinação impecável, obedecendo tempo, entonação, métrica, acústica, versos e tudo mais. Uma funcionária ajeitando sacos de açúcar olha pra mim e ri, eu sorrio de volta, o senhorzinho segue a cantoria por dois longos minutos, autoconfiante e sem qualquer traço identificável de constrangimento. Seria embaraçoso, se ele não soubesse o que está fazendo. Finada sua pequena apresentação à capela e sua consulta de preços, o senhorzinho passa por trás das nossas costas e:



– Hein? Que categoria, vai dizer?"

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Maldita hipocrisia do Sexo drogas and rock'in roll


O Senso Comum tá aí. Existem vários. Alguns inevitáveis e benéficos como por exemplo andar para frente  e defecar sentado.
Um Senso Comum, que pode até nem ser tão comum assim, mas que tem me incomodado bastante é esse simbolizado pela expressão “Sexo Drogas e Rock n Roll”. Nossa geração, a chamada “geração Y” da galera que nasceu do final dos 70 ao início dos 90, tem enraizada na cabeça uma certa noção de que a criação artística é muito mais produtiva quando sob o efeito de alucinógenos e alteradores de consciência.
Esse é um Kaô forte. Lógico que certas substâncias podem “abrir portas” mentais, e muitos aristas criaram coisas geniais sob seu efeito. Porém, pensar que dependemos delas para qualquer coisa é uma triste prisão. Absolutamente nada contra quem curte se entorpecer, até porque nós no Forfun não somos nem de longe aspirantes a santos. Mas achar que pra fazer uma música boa ou pra pintar um quadro bonito é preciso estar chapadão, ou coisa parecida, não é verdade.
Existem vários exemplos de icones da arte que produziram obras incríveis caretas. Vide Jorge Ben Jor, “Äcahool  só para desinfetar”, e Pablo Picasso, que tinha como vício as mulheres bonitas.
Acredito que o ser humano é capaz de atingir todos os níveis de consciência através de seus próprios meios. Aliás, como pregam muitas escrituras sagradas, acredito que somos capazes de atingir estados de felicidade, prazer e criatividade ainda inimagináveis para a nossa consciência atual. Exercícios de respiração por exemplo, podem “elevar” o estado mental para sintonias sublimes onde a criatividade está explodindo.
A física quântica já mostrou: a materia é energia. E a energia, sabemos, responde ao magnetismo. Quando colocamos nossos pensamentos e ações na direção de objetivos que julgamos nobres, bonitos e louváveis, algo se torna inevitável: “sintonizamos” com a criatividade cósmica. É como Chico Science falou: “Procure antenar boas vibrações”. E nessa de antenar, sua cabeça começa a captar idéias maravilhosas que estão aí pelo ar.
Por isso, antes de mais nada, sejamos sinceros conosco mesmo, porque a hipocrisia tá por aí dançando e rindo da nossa cara. Façamos o que pede o coração, sempre buscando a felicidade. Mas lembre-se:
Para chegar à felicidade e à realizaçào, não precisamos de nada além do que está dentro de nós mesmos.
E digo mais: respirar, servir e amar dá uma onda inigualável.

Vitor Isensee

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

De um lado, seu filho. Do outro, o mundo.

           Você já parou para pensar porque as crianças têm medo quando estão sozinhas?? Pelo mesmo motivo que nós sentimos medo também. Não é apenas um pavos de algo ruim acontecer, ou de ser agredido por alguém maior e cruel. O problema do "bullying" é que o ato covarde não termina ali, Depois, vem sempre um vexame insuperável e traumatizante. Uma vergonha de não ser capaz de se proteger sozinho da maldade do mundo.
      Para esse "novo mal do século", os especialistas receitam psicólogos, conversas com os pai. Mas ignoram uma medida simples a preventiva, a pratica das artes marciais. O Jiu-Jitsu, como mestres Carlos e Helio notaram desde os anos 1930, é o modo mais eficaz de injetar confiança e segurança nas crianças, seres com pouca experiência neste mundo tão maluco.
Faça do Jiu-Jitsu o guarda-costas que está sempre com você e seus filhos, e uma armadura pronta pronta para usar em qualquer lugar, até no banho. Matricule suas crianças no Jiu-Jitsu. ELES JAMAIS ESTARÃO SOZINHOS DE NOVO.