domingo, 11 de novembro de 2012

Falar de um ídolo, é sempre um prazer.



Como eu poderia fazer um blog e nao falar sobre esse “cara” ae.
Esse é simplesmente meu escritor favorito, o “cara” ae é um genio na arte de escrever Henry Charles Bukowski Jr esse é o nome do mestre.
Charles Bukowski como é mais conhecido é um escritor único. Escatológico, melodramático, cínico, marginal (izado), antiacadêmico, anti-grupos literários, lírico, alcoólatra, machista, politicamente incorreto, anarquista e um grande escritor.
Charles Bukowski é um dos escritores contemporâneos mais conhecidos dos EUA, e alguns diriam que é o poeta mais influente e o mais imitado. Nasceu no dia 16 de agosto de 1920 em Andernach, na Alemanha, filho de um soldado americano e uma mãe alemã e mudou-se para os EUA com três anos de idade. Cresceu em Los Angeles e lá viveu durante 50 anos. Publicou seu primeiro conto em 1944, com 24 anos de idade, e começou a escrever poemas com 35. Morreu em San Pedro, Califórnia no dia 9 de março de 1994 com 73 anos, pouco depois de ter terminado seu último romance: Pulp (1994).
“Cartas na rua”, “Mulheres”, “Misto Quente”, “Hollywood”: são apenas alguns dos romances de Charles Bukowski, que além de poeta  trabalhou em diversos empregos durante a vida inteira até ser consagrado como escritor e ter seu espaço na literatura americana contemporânea.
Alguns críticos teimam em colocá-lo lado a lado com a turma dos beatniks, mas Bukowski nada tem a ver com Kerouac e Ginsberg. Os beats são filhos do surrealismo francês, gostavam de jazz e eram liberais sexualmente. Estavam à margem do sistema, talvez apenas aí haja uma comparação entre eles. O velho Buk, “the old dirty man”, (além de adorar Mozart e Schoppenhauer) era um escritor solitário, era uma gangue sozinho, era um beberrão sensível.
Enfim, nós, os leitores de Charles, somos como mulher de malandro. Somos agredidos, apanhamos das palavras ácidas
dele, mas queremos mais. Não há como se sentir maltratado e intrigado ao ler nos romances de Buk diálogos como esse:
“- Eu odeio pessoas, você não?
- Não. Só quando elas estão perto de mim”
Charles Bukowski não teve muitos herdeiros. Sua escrita era (é) única e especial.  Mas ele não estava muito preocupado com isso. E não se importaria por um garoto de classe média brasileiro que está escrevendo sobre ele. E é por isso que escrevo sobre ele.
Para finalizar: “Me sinto bem em não participar de nada. Me alegra não estar apaixonado e não estar de bem com o mundo. Gosto de me sentir estranho a tudo” Bukowski.

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