terça-feira, 13 de setembro de 2011

Excesso de brilhantismo ofusca

O que dizer acerca dos quatro pênaltis perdidos pela ilustre Seleção Brasileira, pentacampeã mundial, nas quartas de final da última Copa América? Após um jogo morno e dois tempos de prorrogação muito mais ou menos, em que o ritmo das duas seleções, Brasileira e Paraguaia, caiu muito, a decepção: três bolas mandadas para o espaço e uma de graça para o goleiro.
Parece-me justo dizer que os meninos prodígios Robinho, Neymar e Alexandre Pato não só deixaram a desejar, como também não mostraram nem metade de suas habilidades futebolísticas e eficiência que demonstram em seus clubes.
Foi-se o tempo em que jogar na Seleção era objeto de desejo e cobiça. Esses meninos estão com suas vidas ganhas, recebendo milhões em seus times, sejam eles nacionais ou internacionais. Não se demonstram merecedores de vestir o manto verde-amarelo e não se mostram capazes de lidar com tamanha responsabilidade. Não há força de vontade, e qualquer pequeno esbarrão é motivo para cavar uma falta, até porque a pressão exercida pelos clubes sobre eles é tão grande que, caso algum se lesione em um desses jogos oficiais, pode se ver prejudicado. É tudo uma questão de interesses.
Por outro lado, a Seleção Brasileira sub-20 se demonstra muito mais preparada. A garra desses “moleques” é incomparável aos que representam a Seleção principal. Não há medo, há vontade de ganhar. Em meio a corridas que parecem intermináveis e marcações pesadas, não se vê o cai-cai presente nos jogos protagonizados pelos “garotos-estrela”.
Não quer dizer que os tempos de glória e invencibilidade da tão temida Seleção Brasileira tenham se acabado, mas certamente estão se tornando menos frequentes, mais escassos. Só nos resta torcer para que os “meninos-estrela” baixem sua bola e percebam a responsabilidade depositada em seus ombros, torcer para que seu brilhantismo e talento se sobressaiam, juntamente com a boa e velha ginga brasileira. Ou, em último caso, aguardar que os “moleques” da Seleção sub-20 cresçam e apareçam.

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